Mesmo vacinada ainda posso contrair HPV?

Entenda o que a ciência diz e por que o acompanhamento continua essencial

Mesmo com a vacina sendo uma das maiores conquistas da saúde pública, ainda existe uma dúvida bem frequente: “Se eu me vacinar,  ainda posso pegar HPV?”

A resposta é: depende do tipo do vírus.

A vacina disponível no Brasil — especialmente a versão quadrivalente e agora a nonavalente, aprovada pela Anvisa — protege contra os principais tipos oncogênicos (16 e 18) e contra os mais associados a verrugas genitais (6 e 11). Juntas, essas cepas representam a maior parte dos casos de câncer de colo do útero e lesões pré-cancerosas.

Mas isso não significa proteção total contra todos os subtipos.

O HPV possui mais de 200 variações, e a vacina cobre aqueles com maior risco. Ou seja: você pode até ter contato com um tipo diferente, mas a vacinação reduz drasticamente as chances de desenvolver lesões graves, como NIC e câncer. 

Outro ponto importante: a vacina quanto mais cedo for aplicada, melhor — preferencialmente entre 9 e 14 anos.

Então vale a pena se vacinar mesmo adulta?

Sim! Mesmo quem já teve contato com o vírus pode se beneficiar, porque a vacina protege contra outros tipos que você ainda não teve contato. 

E o acompanhamento continua necessário?

Com certeza. Papanicolau, teste DNA de HPV e colposcopia, quando indicados, seguem essenciais — vacinada ou não.

A vacina é uma poderosa aliada, mas o cuidado completo envolve prevenção, rastreamento e acompanhamento contínuo.

Dra. Izadora Fonseca Chaves

Ginecologista

Colposcopia e Patologia do Trato Genital Inferior

CRM MT 11113 | RQE MT 7868

(O conteúdo e as informações dos posts têm caráter informativo e educacional. Não devem ser utilizados para realizar autodiagnóstico ou automedicação. Em caso de dúvidas, consulte seu ginecologista)

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